Análise sobre o Método “Pedagogizador” e a prática educacional voltada para intersubjetividade
O método pedagogizador resume se em instruir e reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno, este é um dos maiores desafios da contemporaneidade, sabe-se que não basta somente mudar o discurso há a necessidade de uma educação mediante a ação comunicativa.
Há grandes desafios, porém contornáveis se forem adotadas políticas educacionais adequadas, pautada pelo estilo pedagogizador, assim torna-se necessário uma educação consistente e comprometida, onde a prática pedagógica associada à Teoria da Ação Comunicativa proposta por Habermas possa contribuir para um pensar crítico, emancipado, sensível e ético.
Assim, a prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo pedagogizador produzindo indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas pelos processos jurídicos e políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.
Sabemos que a intersubjetividade possibilita a liberdade comunicativa guiada por razões e argumentações justificadas, legitimadas e, acima de tudo, criticáveis, que permitem aos participantes da comunicação se entenderem entre si acerca de algo sobre o mundo, ou seja, é a comunicação das consciências individuais, umas com as outras, efetuando-se sob o fundo da reciprocidade.
È na escola o lugar de exercitar a intersubjetividade entre aluno/professor/escola/família e comunidade, com o intuito de discutir os rumos da sociedade, isto a partir do momento em que os indivíduos se perceberem como sujeitos e atores sociais buscando o consenso em torno dos interesses comuns.
Esta prática permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações concretas, sendo o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.
Ao trabalharmos com uma educação guiada pela intersubjetividade, trabalharemos a valorização social, política, econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades contemporâneas. Nesse processo interpretativo crítico, o educador e os educandos devem discutir aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado, bom, ruim, melhor, pior, deve-se levar em conta as mudanças que ocorrem na sociedade, preparando o educando para lidar com os fenômenos como a globalização, a crise econômica e a política de mercado. Sendo assim a tarefa da educação é desafiar essas complexidades mediante o agir comunicativo.
Disponível no material didático Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011). Acesso em 11/05/2012.


A prática da intersubjetividade, produtora de sujeitos capazes de linguagem e de ação, com opinião e vontade formadas de modo a possibilitar liberdade comunicativa, calcada em razões e argumentações justificadas, legítimas, são os pressupostos de qualquer sociedade democrática, essenciais à educação.
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