Conceito de "Mito" D25-5_ED01
Sabemos que mito é algo que antecede o saber filosófico, e que muitos estudiosos afirmam que é a primeira forma de explicação da realidade, seja ela natural ou social. Ele nasce dessa oralidade através da cultura popular, configurando-se como um discurso destinado a um público ouvinte, sendo que este toma aquilo como verdade absoluta por confiar plenamente em quem está narrando.
Antes de tudo é uma atitude de crença, que propõe apaziguar os temores do homem diante do mundo em que vive. As narrativas descrevem a relação do homem com os deuses – pois se trata de uma cultura politeísta – de forma poética e metafórica, utilizando-se de recursos figurativos.
O mito expressa, através do seu poder criativo, como as coisas passaram a existir, o mesmo não pode ser interpretado como uma simples invenção, uma ficção, uma fábula ou algo parecido. A sua finalidade é representar, por meio de uma linguagem simbólica, a realidade do mundo humano, diferentemente da filosofia, ele é marcado por um forte simbolismo e por uma forma de expressão até mesmo literária, tem assim um caráter sagrado.
Muitos mitos são transmitidos através das epopeias cuja poesia expressa o mundo poético do povo grego. Embora na mitologia a função pedagógica do próprio mito era chantagear e/ou seduzir as novas gerações para manter e respeitar a tradição, ela carrega implicitamente uma proposta de reação revolucionária às determinações impostas pela tradição cultural.
Disponível em: material didático Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011) Acesso em: 24/04/2012
Exemplo de um mito:
Pigmalião (que não deve ser confundido com o irmão da rainha Dido) exercia a arte da escultura, porem, desconsolado, em razão do comportamento das mulheres – conforme suas observações diárias –, preferiu adotar o celibato. Entretanto, entre uma de suas obras, atingira a perfeição, ao esculpir em marfim, ‘a mulher ideal’ (como assim denominou), ou como se fosse uma criação da natureza. Diante disso, ele se reavivou – quanto aos valores de qualidade feminina –; cheio de ânimos, os quais foram ‘crescendo’ – em desenvolvimentos expressos –, sob uma espécie de alucinação (compulsiva). No início dessa obsessão, primeiro, a vestiu com um ‘molde’ de um tecido deslumbrante; e assim seguindo, acabou envolvendo sua mera ‘estátua’, com inúmeros adereços femininos; cuja imagem, passou a amar perdidamente. Em razão de suas preces, Afrodite (Vênus), comovida, ‘avivou’ aquela escultura (lhe outorgando uma espécie de “vida real”). Dessa forma, Pigmalião teve com sua extraordinária criatura um filho: Pafos.
Disponível em: http://alinguagemdacruz.blogspot.com.br/2011/12/mitos-da-ilusao.html Acesso em: 24/04/2012

Muito interessante a história de Pigmalião, é uma das lendas de amor mais estranha da mitologia grega. Segundo a lenda Pigmalião ficava horas com a estátua, apalpava-a para verificar se estava viva e dava presentes com os quais toda mulher do mundo sempre sonhou.
ResponderExcluirO mito é uma expressão fundamental do viver humano, o ponto de partida para a compreensão do ser. Em outras palavras, tudo o que pensamos e queremos se situa inicialmente no horizonte da imaginação, nos pressupostos míticos, cujo sentido existencial serve de base para todo trabalho posterior da razão.
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